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  Até que alguém observe, tudo é possível -
inclusive nós mesmos."

Gato de Schrödinger, em depoimento póstumo.

Bracarense ao construir Alice no País das Incertezas, oferece mais do que um livro de ciência! Oferece uma jornada intelectual que desafia o leitor a pensar sobre incertezas e como a compreensão das incertezas (ou incompreensão – depende do observador) nos leva a pensar sobre a maior das incertezas: a psique humana.

Em Alice no País das Incertezas, o leitor não encontrará apenas uma menina em crise, mas uma "Estranha Alça" (Strange Loop) digna de Hofstadter em "Gödel, Escher, Bach: An Eternal Golden Braid – A Metaphorical Fugue on Minds and Machines in the Spirit of Lewis Carrol” . O que terá em mãos será uma "fuga metafórica" onde as vozes de Célia (que atua como Id de Alice), Élica (Superego de Alice) e Lícea (Ego de Alice) compõem uma trança dourada de impulsos, regras e mediações. É a mente humana operando como um sistema formal incompleto, tentando provar sua própria existência através de teoremas como o de Bayes e regressões a passados que, estatisticamente falando, talvez nunca tenham ocorrido.

Alice no País das Incertezas enfrenta a fluidez de um mundo sem certezas.

 

Trecho do prefácio de Rogério Cid Bastos

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Ilustrações Lu-Otto

Olhei para todos os lados e
só vi sombras. A natureza,
ao que parece, também
não tem certeza de nada."

Blaise Pascal (livre adaptação).

Sobre o Autor

Paulo Afonso Bracarense Costa é professor aposentado de Estatística da Universidade Federal do Paraná. Ao longo de sua trajetória acadêmica, dedicou-se ao estudo da lógica, interesse que remonta à juventude, quando teve seu primeiro contato com Alice no País das Maravilhas.

Sua formação inclui estudos em filosofia no Colégio Estadual do Paraná e graduação em Estatística, culminando com o doutorado no campo atualmente denominado engenharia do conhecimento. Sua tese concentrou-se na aplicação da lógica fuzzy a sistemas especialistas inteligentes, evidenciando a interlocução entre rigor matemático e estruturas formais do pensamento.

 

Dessa convergência entre literatura e lógica nasce a presente

obra, que se organiza em forma de pequenas peças teatrais,

nas quais o autor explora, com engenho e criatividade, as

possibilidades expressivas do pensamento lógico em diálogo

com o universo ficcional.

 

​                                        

© Sibelle Rieping | santoficio        

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